Fotografia, Pessoal por

Montevideo

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Tivemos dois dias para conhecer Montevideo e sinto que precisaria de mais tempo. Dentre muitas coisas que me chamaram a atenção, notei como as pessoas são educadas no trânsito. Você pode atravessar uma avenida movimentada fora da faixa de pedestre que ninguém vai te xingar e buzinar. Eles brecam e esperam o pedestre passar. As ruas são muito arborizadas e bonitas, mas não pude deixar de reparar no lixo acumulado nas calçadas e o excesso de pichação.

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As eleições estão chegando e por toda a cidade vemos bandeiras nas sacadas e janelas das casas, apoiando o partido do Mujica ou de seu adversário. Tive a impressão de que os uruguaios são muito patriotas, pois vi bandeiras do país em todos os lugares.

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Decoração de uma livraria muito diferente. Quando entramos, o dono estava jogando xadrez com um amigo e apenas levantou a cabeça para nos cumprimentar. Ficamos um tempão lá dentro e ele só interrompeu seu jogo quando minha irmã quis pagar o que havia escolhido. Aliás, quando você entra em qualquer loja, nenhum vendedor vem te dizer “Posso ajudar? Meu nome é fulano de tal, qualquer coisa me chame” e depois fica te seguindo.

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Pôr do sol na rambla

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Prédios ao lado do shopping. Segundo minha irmã Laura, a foto é em Nova York hahaha :)

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Gostei muito dessa praça e do prédio branco ao fundo. Enquanto caminhava por lá, senti saudade de algo que nunca vivi. Parece confuso, mas é como se eu já tivesse estado lá alguma vez. Se eu pudesse, compraria o apartamento do terceiro andar que está à venda e me mudaria pra Montevideo.

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Papel machê por

Boneco violonista antes da pintura

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A última etapa antes da pintura colorida: o boneco com duas camadas de tinta branca. Em seguida, vem a parte que exige maior concentração: analisar com bastante atenção as fotos da pessoa que será retratada e fazer a pintura, que pode levar mais de três horas.

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Para fazer as cordas preparei uma “base” pequena de biscuit e coloquei os fios, que são as cordas do violãozinho

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Baguncinha básica sobre a minha mesa :)

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Enquanto escrevo esse post, o bonequinho já está pronto! Mas só mostrarei as fotos quando ele finalmente chegar às mãos da pessoa que o encomendou, se não perde a graça, né?

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Fotografia, Pessoal por

Colonia del Sacramento

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Estava adiando escrever esse post. Não por preguiça, mas por saudade. Saudade desse dia em especial, quando eu e minhas irmãs conhecemos Colonia del Sacramento. Estava com medo de não usar as palavras certas e não conseguir transmitir a beleza do lugar e do momento.

Semana passada viajei para o Uruguai com minha irmã caçula, Laura, para vistarmos nossa irmã mais velha, Aline, que está fazendo uma parte do doutorado em Montevideo. Fui sem muitas expectativas em relação ao país, achava que seria “normal”, mas me enganei. Gostei do clima, das pessoas, da educação no trânsito e do estilo de vida bem diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil. O que para nós é polêmico, para eles é rotina.

Decidimos conhecer Colonia porque é a cidade uruguaia mais próxima de Buenos Aires. É possível chegar à Argentina de barco, atravessando o Rio da Prata. Lá descobri que antigamente o Uruguai pertencia à Portugal e, por isso, grande parte da arquitetura de Colonia é portuguesa, embora tenha sofrido muita influência cultural de outros países europeus, posteriormente.

Fecho os olhos e lembro dos detalhes: o vento frio, o sol brilhando na água, as cores das casas e a companhia das minhas irmãs, que fizeram desse dia um dos mais lindos que já vivi. Vou parar de encher esse post de palavras e recheá-lo de fotografias. Elas sim, sabem dizer mais verdades e belezas.

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por do sol

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“Ser irmão é ser o quê? Uma presença
a decifrar mais tarde, com saudade?
Com saudade de quê? De uma pueril
vontade de ser irmão futuro, antigo e sempre?”

Carlos Drummond de Andrade

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